sexta-feira, 7 de novembro de 2008

HOJE É DIA DE CECÍLIA

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Blogagem coletiva proposta pela Leonor Cordeiro do Blog "Na Dança das Palavras".Esse dia marca o aniversário de Cecília Meireles se viva fosse.Não há melhor forma de comemorar que mostrar suas poesias, sua contribuição para a cultura brasileira.

Antes de postar uma de suas poesias,é interessante mostrar a vocês a Sala Cecília Meireles,localizada em frente ao Largo da Lapa, onde ficava o famoso Grande Hotel da Lapa até 1948.



A Sala Cecília Meireles é um dos espaços mais refinados de música erudita no Rio de Janeiro. Nesta data, foi reformado e transformado no Cine Colonial.

A casa de concertos abriga alguns dos melhores espetáculos de música clássica desde 1965, quando a escritora Cecília Meireles foi agraciada com o Prêmio Machado de Assis, pelo conjunto de sua obra, concedido pela Academia Brasileira de Letras. Naquela época, o Governo do então Estado da Guanabara denominou de "Sala Cecília Meireles" o grande salão de concertos e conferências.

A Sala vem, desde então, passando por várias reformas e adaptações. No final de 1988 novas obras foram feitas, incluindo o trabalho acústico, a construção do Auditório Guiomar Novaes, para pequenos concertos de jovens artistas e o Espaço Ayres de Andrade para coquetéis.

A poesia que mostrarei de Cecília é uma das mais bonitas ,"Canteiros",interpretada magistralmente pelo cantor Fagner.

Quando penso em você fecho os olhos de saudade

Tenho tido muita coisa, menos a felicidade

Correm os meus dedos longos em versos tristes que invento

Nem aquilo a que me entrego já me traz contentamento

Pode ser até manhã, cedo claro feito dia

Mas nada do que me dizem me faz sentir alegria

Eu só queria ter no mato um gosto de framboesa

Prá correr entre os canteiros e esconder minha tristeza

Que eu ainda sou bem moço prá tanta tristeza

E deixemos de coisa, cuidemos da vida,

Pois se não chega a morte ou coisa parecida

E nos arrasta moço sem ter visto a vida.

Quando soube que essa música era na verdade uma poesia, fiquei maravilhada,muito linda.

Bom, é isso,HOJE É DIA DE CECÍLIA.

Um forte abraço para todos e bom fim de semana, beijos,

Janaina de Almeida.

Canteiros - Fagner


17 comentários:

Luci Lacey disse...

Oi Janaina

Nossa, que post lindo e com Fagner entao, show total.

Tambem, estou na coletiva.

Beijinhos e parabens pelo post.

EternaApaixonada disse...

*****

Hoje não farei nada mais que navegar pelos lindos mares e deleitar-me com as homenagens prestadas à querida poetisa!
Parabéns pelo lindo post, com uma ótima explanação introdutória! Um esplendor a poesia escolhida que bem revela a obra de Cecília Meireles!
Grande abraço.

*****

DO disse...

Bela homenagem,JANAINA. Alias,a Cecilia merece ser muito mais divulgada,vc não acha??

Beijos!!

Carol disse...

também estou participando, amiga!
bjs!

Cristiane disse...

Lindo, lindo!!!!

Julis disse...

Muito bem postado eu amooo Celicia Meireles, bom finde Jana

Alice disse...

conheço pouca coisa dela,mas vejo frases tri legais pela blogosfera!


:*

EternaApaixonada disse...

*****

Janaina,

li agora seu comentário em um dos meus blogs. Volte sempre será bem vinda!
Só uma ressalva: meu nome não é o que escreveu, riso, sou Helô.

Um mimo para esta noite:

O AMOR

É difícil para os indecisos.
É assustador para os medrosos.
Avassalador para os apaixonados!
Mas, os vencedores no amor
são os fortes.
Os que sabem o que querem
e querem o que têm!
Sonhar um sonho a dois,
e nunca desistir da busca de ser feliz,
é para poucos!!!

© Cecília Meireles

Tenha uma linda noite! Doces sonhos!
Beijos

Helô

*****

Lulu on the Sky® disse...

Linda homenagem Jana.
Eu sei quem foi o cara do BBB q vc viu, é o Alexandre que namorou com a Juliana, ele fazia parte da Rádio Pinel.
Big Beijos

Magui disse...

Quem gosta dela deve fazer sua homenagem.Justíssima.

Flavia Sereia disse...

Passei batido rs
Mas tb ando um pouco atrapalhada com tudo por aqui. Um dia a rotina volta ao normal rs

bjs

On The Rocks disse...

canteiros é uma canção linda.

tenho no primeiro lp de fagner, um material raro, pois na versão em cd está inédita. saiu uma vez num ao vivo, mas não é a mesma coisa.

foi bom passar por aqui...

até mais.

Lula disse...

Gosto dela mas não participei.

E respondendo seu coment lá: Liderança da série B não!! CAMPEÃO!!! E pra quem disser que não vale nada, pergunto quantos títulos o SEU time ganhou em 2008?

Beijão

Círculo Literário disse...

Gostaria de pedir gentilmente a sua visita no Blog do Circulo Literario Barbarense, este circulo reúne escritores e artistas de Sta Bárbara , interior de Sp...Queremos o apoio e os comentários dos blogueiros que se preocupam com a Cultura, assim como vc, para difundirmos a Arte aqui na Cidade, precisamos do seu apoio, visite o blog, se puder deixe criticas e sugestões, pretendemos publicar trabalhos dos participantes. Contamos com vc , já que não podemos contar com as Autoridades, as quais não querem um povo intelectualizado.
Grande Abraço!!

disse...

Adorei o post muito lindo.Que bela homenagem a Cecilia.Linda essa poesia que vc postou.Tenha uma otima semana.Atualizei o Banga.

Yvonne disse...

Lindo post querida, Cecília merece ser amada sempre e sempre.
Beijocas

Leonor Cordeiro disse...

Querida Janaina,

Obrigada por ter feito parte desse grupo que fez uma grande festa no dia 7 de novembro divulgando a vida e a obra da escritora Cecília Meireles.
Fiquei muito feliz com a sua participação.
Sobre a música de Fagner gostaria de fazer algumas observações:

Quando essa música foi lançada, Fagner não citou o poema de Cecília.
Fagner também não pediu autorização para usar esse poema.
A família de Cecília entrou na justiça contra Fagner e o caso ficou muito conhecido.
Eu sou totalmente contra ele ter usado o poema sem autorização. Sou totalmente contra ele ter lançado o disco e não ter citado em nenhum lugar o nome de Cecília .
Você comentou sobre o poema Canteiros. Esse poema não existe. O nome da música é esse, o nome do poema é MARCHA .
Olhe o poema:

MARCHA
As ordens da madrugada
romperam por sobre os montes:
nosso caminho se alarga
sem campos verdes nem fontes.
Apenas o sol redondo
e alguma esmola de vento
quebram as formas do sono
com a idéia do movimento.
Vamos a passo e de longe;
entre nós dois anda o mundo,
com alguns mortos pelo fundo.
As aves trazem mentiras
de países sem sofrimento.
Por mais que alargue as pupilas,
mais minha dúvida aumento.
Também não pretendo nada
senão ir andando à toa,
como um número que se arma
e em seguida se esboroa,
- e cair no mesmo poço
de inércia e de esquecimento,
onde o fim do tempo soma
pedras, águas, pensamento.
Gosto da minha palavra
pelo sabor que lhe deste:
mesmo quando é linda, amarga
como qualquer fruto agreste.
Mesmo assim amarga, é tudo
que tenho, entre o sol e o vento:
meu vestido, minha música,
meu sonho e meu alimento.
Quando penso no teu rosto,
fecho os olhos de saudade;
tenho visto muita coisa,
menos a felicidade.
Soltam-se os meus dedos ristes,
dos sonhos claros que invento.
Nem aquilo que imagino
já me dá contentameno.
Como tudo sempre acaba,
oxalá seja bem cedo!
A esperança que falava
tem lábios brancos de medo.
O horizonte corta a vida
isento de tudo, isento…
Não há lágrima nem grito:
apenas consentimento.

Mais uma vez obrigada por ter participado da blogagem. Vamos continuar nos vendo através dos blogs.
Mil beijinhos!
Com carinho,

Leonor Cordeiro